As tendências do e-commerce para 2026 e as transformações que chegam ao varejo digital

As principais tendências do e-commerce para 2026 são: Agentic Commerce, Retail Media, Live shopping e social commerce, BNPL 2.0 e pagamentos “invisíveis”, Digital Product Passport (DPP) e “Compliance de sustentabilidade.
Tendências do e-commerce

Principais tópicos

Quem vende online já percebeu que gerenciar um negócio digital mudou muito nos últimos anos.

As tendências do e-commerce para 2026 mostram que a tecnologia, comportamento do consumidor e exigências de mercado estão puxando um processo de inovação que se altera em cada ano.

Nesse cenário, assuntos como Inteligência Artificial, novos critérios de transparência e modelos como o BNPL tendem a ser mais utilizados pelo mercado digital nos próximos anos e você precisa ficar atento a esses conceitos.

Foi pensando nisso que resolvemos trazer este conteúdo.

Aqui, a ideia é mostrar o que já está acelerando lá fora, o que ainda está começando no Brasil e quais ajustes fazem sentido agora para evitar correr atrás quando essas mudanças virarem padrão. Continue acompanhando!

Por que esse tema é relevante para o lojista?

Antecipar tendências virou uma questão de sobrevivência para quem vende online. O mercado não muda mais em ciclos longos, e decisões que antes podiam ser adiadas agora cobram preço rápido.

Entender o que está vindo permite agir com calma, enquanto muitos ainda reagem no improviso. A boa notícia é que boa parte das tendências do e-commerce para 2026 não exige grandes investimentos imediatos.

O diferencial está em organização, leitura de dados e ajuste de processos.

Quem prepara a base consegue testar, adaptar e escalar com mais segurança, em vez de gastar energia apagando incêndio quando a mudança já virou regra.

Outro ponto crítico envolve o ritmo de chegada dessas transformações no Brasil.

Plataformas, meios de pagamento, logística e marketing costumam acelerar a adoção quase de uma vez.

Negócios despreparados acabam escolhendo soluções erradas, contratando ferramentas sem estratégia ou comprometendo margem por falta de planejamento.

Por isso, falar sobre tendências e-commerce 2026 não é futurologia.

O foco está em ganhar clareza para tomar decisões melhores hoje, evitar desperdício de investimento e manter competitividade quando o mercado exigir um nível mais alto de maturidade operacional.

As 7 principais tendências do e-commerce para ficar de olho em 2026

Após entender a importância de entender as principais tendências do varejo digital 2026, vamos mostrar cada uma delas em detalhes. Continue lendo!

1. Agentic Commerce (compras mediadas por “agentes” de IA)

A partir dos próximos anos, começando já em 2026, a jornada de compra começa a mudar de forma estrutural.

Em vez de buscar, comparar e decidir manualmente, parte desse processo passa a ser delegada a assistentes de IA, que analisam opções, filtram riscos e, em alguns casos, já executam a compra.

Esse movimento cresce porque resolve um problema real: excesso de oferta e pouco tempo para decidir.

Em mercados mais maduros, empresas já estruturam integrações para permitir compras dentro de chats e interfaces conversacionais.

O foco deixa de ser apenas recomendação e passa a ser execução da decisão. Para o lojista, o jogo muda. Em 2026, o diferencial não estará em “usar IA”, mas em ser comprável por IA.

O que é Agentic Commerce: descubra o futuro das compras por IA

Como o lojista pode se preparar para o Agentic Commerce?

A preparação não envolve instalar um robô ou ferramenta nova.

O ponto central está em organização, clareza e redução de risco, fatores que agentes usam como critério de escolha. Esse preparo acontece em três frentes: dados, experiência de compra e operação.

Catálogo claro e legível por IA

Os agentes tomam decisões com base em informação estruturada. Logo, ter um catálogo confuso, incompleto ou inconsistente gera ambiguidade e perde prioridade.

Títulos objetivos, descrições completas, atributos preenchidos corretamente e imagens coerentes fazem diferença nesse aspecto.

Além disso, as especificações técnicas, variações e compatibilidades precisam estar bem claras.

Menos atrito, mais prioridade

Agentes de IA priorizam lojas com menos etapas e menos risco.

Nesse sentido, frete claro, prazos confiáveis, política de troca simples e checkout rápido deixam de ser apenas fatores de conversão e passam a ser critérios de seleção.

Comparação automática favorece quem é consistente

Compras mediadas por IA envolvem comparação em escala. Portanto, questões como preço, prazo, reputação e histórico de atendimento entram na conta.

Além disso a coerência entre canais, as descrições padronizadas e a oferta de diferenciais reais pesam mais do que o simples discurso de marca. Eles não se apegam à identidade, mas sim, otimizam a melhor escolha para o usuário.

Comece antes do mercado acelerar

Mesmo sem agentes de IA ativos no Brasil, a preparação para eles pode trazer um ganho imediato.

Ter um catálogo simples e um bom checkout tende a vender mais, da mesma forma que um bom pós-venda facilita a fidelização e a recompra.

Ou seja, não estamos tratando aqui de uma aposta futura, mas sim de uma melhoria operacional que tem uma visão de longo prazo e está pronta para receber novas tecnologias.

2. Retail Media Networks (RMNs) e “monetização do tráfego” do varejo

O varejo digital começa a assumir um novo papel em 2026. Além de vender produtos, ele agora passa a monetizar a própria audiência, transformando tráfego em ativo de mídia.

Esse movimento cresce porque o e-commerce concentra algo cada vez mais valioso: intenção de compra explícita.

Nesse cenário, o Retail Media ganha força em mercados mais maduros porque resolve dois problemas ao mesmo tempo.

Para as marcas, ele oferece a possibilidade de mostrar a sua oferta para quem já está mais propenso a comprar.

Para o lojista, ele vira uma forma de ganhar mais dinheiro com o tráfego que já chega à loja, sem depender apenas de anúncios externos cada vez mais caros.

Entenda que Retail Media é estratégia de margem, não só anúncio

Retail Media funciona quando mídia e margem caminham juntas. Nem todo produto sustenta investimento em visibilidade, e nem toda página gera retorno.

Antes de qualquer ação, o lojista precisa entender:

  • onde existe intenção real de compra;
  • quais produtos convertem melhor;
  • quais categorias suportam mídia sem destruir lucro.

Tráfego sem margem vira custo. Margem sem visibilidade limita escala. Tenha essas duas premissas em mente quando começar a implementar o Retail Media no seu negócio.

Trate o tráfego como ativo, não apenas como volume

Monetizar tráfego exige conhecer a qualidade da audiência e não só a quantidade. Questões como origem, comportamento e taxa de conversão ajudam a identificar onde faz sentido destacar produtos ou ativar mídia.

Portanto, páginas de busca interna, categorias estratégicas e PDPs com histórico forte costumam concentrar maior valor. O Retail Media começa justamente a partir da leitura correta desses pontos.

Organize o catálogo para disputar atenção de verdade

Dentro de uma loja online, os produtos disputam atenção entre si. Quando tudo recebe destaque ao mesmo tempo, nada se destaca de fato. Esse é o erro mais comum ao tentar aplicar Retail Media sem critério.

O lojista precisa escolher quais produtos merecem visibilidade extra. Normalmente, são itens que já vendem bem, têm boa margem, pouca devolução e menos fricção na decisão.

Produto com histórico ruim, descrição confusa ou problema de preço não melhora com anúncio — só gera prejuízo mais rápido.

Na prática, organizar essa disputa passa por deixar claro o básico: título objetivo, imagem que representa o produto, preço fácil de entender, frete visível e avaliações reais.

Quando o cliente entende rápido o que está vendo, a chance de conversão aumenta. Quando não entende, nem mídia resolve.

Use Retail Media mesmo sem ter uma “rede de anúncios”

Não precisa ter uma plataforma de mídia sofisticada para aplicar o conceito. Retail Media começa dentro da própria loja, usando a visibilidade como ferramenta estratégica.

Destaques em categorias, vitrines sazonais, priorização de certos SKUs em campanhas internas e organização da busca já funcionam como mídia.

O erro está em fazer isso de forma aleatória, sem critério de produto ou objetivo claro.

A visibilidade vira recurso quando o lojista decide quem aparece, onde aparece e por quê. Quando tudo aparece igual, vira bagunça. Porém quando existe intenção por trás, aí sim temos uma estratégia.

Meça resultado de forma simples, não só venda bruta

Olhar apenas para “vendeu ou não vendeu” é pouco. O Retail Media exige entender se o destaque realmente trouxe resultado ou só deslocou a venda de lugar. O lojista precisa acompanhar coisas simples:

  • quanto o produto vendeu com destaque;
  • quanto custou dar essa visibilidade;
  • qual foi a margem final depois disso;
  • se o produto vendeu mais ou só roubou espaço de outro.

Produto que não sustenta retorno precisa sair do destaque. Não existe espaço fixo em Retail Media. Tudo é teste, ajuste e decisão com base em número.

Prepare a base para vender mídia no futuro

Mesmo que hoje a loja não venda espaço publicitário para marcas ou fornecedores, a organização que você criará aqui já traz muitas vantagens.

Dados claros, padrões de exposição e histórico de performance facilitam bastante as parcerias no futuro.

Quando surge uma ação com fornecedor, campanha cooperada ou negociação de verba, quem já conhece seu tráfego e seus produtos têm mais poder de decisão.

Quem não conhece, aceita qualquer proposta. Se antecipar que dizer vender mídia agora. Significa estar pronto quando fizer sentido.

3. Live shopping e social commerce “maduro” (o modelo de vendas da Ásia → Ocidente)

Live shopping deixa de ser experimento e começa a se consolidar como canal de vendas em mercados mais maduros.

O modelo evolui quando live, conteúdo e checkout passam a funcionar juntos, criando uma experiência mais próxima da loja física, só que em escala digital.

Para o lojista, o desafio não está em “fazer live”, mas em entender quando, como e para quem esse formato faz sentido.

como vender através Live Shop

Comece com produtos e públicos certos

Live shopping funciona melhor em categorias que se beneficiam de demonstração, comparação visual ou explicação de uso. Moda, beleza, eletrônicos e itens com variação de modelo costumam performar melhor.

Público também importa. Operações com base engajada em redes sociais têm mais chance de conversão do que quem tenta usar live apenas como atalho de vendas.

Planeje a live como canal de venda, não como improviso

Live commerce exige roteiro e objetivo claro.

Apresentação de produto, momentos de interação, perguntas frequentes e ofertas precisam estar organizados.

Sem narrativa, a live vira entretenimento sem resultado. Sem objetivo, vira esforço difícil de medir.

Mulher apresentando uma live shop de moda

Escolha o canal com base na jornada, não na moda

Plataformas sociais avançam para integrar carrinho e pagamento, mas cada canal cumpre um papel diferente. Algumas funcionam melhor para descoberta, outras para conversão direta.

O lojista precisa testar e entender onde a live encaixa melhor no próprio funil, em vez de replicar modelos prontos.

Transforme live em rotina, não em evento isolado

Resultados mais consistentes aparecem quando live faz parte de uma estratégia contínua. Conteúdo recorrente cria expectativa, hábito e reconhecimento. Live isolada gera pico. Live recorrente constrói canal.

Prepare operação e logística para picos rápidos

Live shopping concentra muita demanda em pouco tempo.

Portanto, estoque, frete e atendimento precisam acompanhar o ritmo. Oferta mal preparada quebra expectativa e compromete confiança, mesmo quando a live gera interesse.

4. BNPL 2.0 e pagamentos “invisíveis” (embedded finance)

O pagamento sempre foi visto como a última etapa do processo de compra. Porém, as tendências do e-commerce para 2026 mostram que isso está mudando.

A partir de agora, a forma de pagar passa a influenciar se o cliente compra ou não, quanto compra e até quando volta a comprar. O BNPL 2.0 surge nesse contexto, como uma evolução do parcelamento tradicional.

A diferença está no comportamento. Em vez de oferecer parcelamento igual para todos os clientes, o sistema passa a ajustar a oferta conforme produto, perfil do consumidor e contexto da compra.

Parcelar melhor é diferente de parcelar mais

Começar a usar o BNPL 2.0 não significa sair oferecendo parcelamento longo para tudo. Funciona melhor quando o conceito é aplicado com critério.

Assim, produtos de ticket médio ou alto, com boa margem e baixa taxa de devolução costumam responder melhor. Itens problemáticos continuam problemáticos, mesmo com parcelamento.

Sendo assim, tenha em mente que parcelar sem critério aumenta conversão no curto prazo, mas costuma machucar margem e gerar dor de cabeça depois.

Preço mal feito não se resolve com pagamento

Antes de pensar em BNPL, o lojista precisa entender a própria margem de lucro. Taxas existem, risco existe e tudo isso precisa caber no preço.

Quando a margem já é apertada, o problema não está no meio de pagamento, mas sim no preço, no custo ou no modelo de operação.

Usar BNPL para “salvar” produto mal precificado só antecipa prejuízo. Pagamento funciona bem quando o preço já está saudável.

Checkout precisa ajudar o cliente a decidir, não confundir

Pagamento invisível não significa esconder informação, mas sim reduzir esforço.

Ou seja, menos etapas, menos campos, menos distração. Parcelas claras, juros transparentes e opções que façam sentido para aquele público específico.

Quando o cliente entende rápido quanto vai pagar e como, a tomada de decisão flui com mais facilidade. Porém, quando precisa pensar demais, é muito comum que abandone a compra.

Dados organizados evitam erro e prejuízo

Aplicar o BNPL com inteligência depende da existência de dados confiáveis.

Ter questões como cadastros errados, estoque fora de sincronia ou históricos de clientes bagunçado aumentam risco de ter problema ao oferecer essa opção.

Quando os dados da loja estão errados, o pagamento inteligente erra junto.

Dados ruins geram bloqueios, reprovações estranhas ou aprovações que não deveriam acontecer. Portanto, organizar base não é tarefa técnica, é proteção financeira.

Risco e fraude fazem parte do jogo

Oferecer qualquer tipo de parcelamento traz responsabilidades para o logista. Problemas como o chargeback, inadimplência e tentativas de fraude precisam entrar na conta desde o início.

No entanto, o estabelecimento de regras claras por valor, produto e perfil ajudam (e muito!) a evitar problemas.

Ter uma política e sistemas antifraude não é opcional quando o pagamento fica mais flexível.

Comece simples e ajuste com número

O BNPL 2.0 não exige revolução imediata. Começar com poucos produtos, medir impacto real na margem e ajustar conforme resultado costuma funcionar melhor do que liberar tudo de uma vez.

5. Digital Product Passport (DPP) e a era da transparência obrigatória

Alguns mercados já não aceitam mais vender produto sem informação clara sobre origem, materiais e impacto ambiental.

O Digital Product Passport (DPP) nasce justamente desse cenário, principalmente na União Europeia, como uma exigência regulatória, não como ação de marketing.

Na prática, o DPP funciona como um conjunto de dados digitais ligados ao produto.

Ele reúne informações como composição, origem, processos de fabricação, possibilidade de reparo e descarte.

Quem vende precisa provar. Quem compra consegue verificar.

Isso não é tendência de imagem, é exigência de mercado

O DPP não tem relação com “marca sustentável” ou discurso bonito. Ele surge porque governos e blocos econômicos querem rastrear produto, reduzir impacto ambiental e responsabilizar a cadeia inteira.

Para o lojista, o efeito é simples: vender para determinados mercados ou plataformas passa a exigir informação comprovável, não apenas descrição comercial.

Como isso afeta o e-commerce, mesmo fora da Europa?

Mesmo quem vende só no Brasil sente o impacto de três formas:

  • fornecedores internacionais passam a exigir padrão maior de informação;
  • marketplaces começam a pedir dados mais completos;
  • consumidores passam a desconfiar de promessas vagas.

Tenha cuidado, pois isso não é uma das tendências do e-commerce para 2026 que vai demorar para chegar. Quando virar regra, passa a ser exigido de uma vez.

O que muda na prática para o lojista?

No DPP, produto sem informação clara vira problema para o e-commerce. Descrição genérica, origem indefinida ou falta de dados técnicos dificultam venda, integração e expansão.

Organizar essas informações agora evita retrabalho depois. A tendência é que produtos bem documentos circulem melhor entre canais, marketplaces e parceiros.

Comece organizando informação básica do produto

Antes de qualquer exigência formal, o lojista já pode se preparar estabelecendo:

  • origem do produto ou fornecedor;
  • materiais e composição de cada produto;
  • instruções de uso, reparo ou descarte;
  • diferenciação real, não slogan.

Nada disso exige tecnologia nova, mas sim organização e padronização.

Transparência vira critério de escolha

Conforme o mercado amadurece, produtos com descrições ruis e mal explicados tendem a desaparecer. Não porque é proibido, mas porque ninguém quer assumir risco.

Quem consegue explicar o produto com clareza tende a vender com menos atrito. Consequentemente, seus clientes terão menos dúvidas e as devoluções também cairão.

6. “Compliance de sustentabilidade” chegando no checkout (e não só no marketing)

O tema sustentabilidade começa a mudar de lugar dentro do e-commerce. Ele sai do discurso institucional e passa a interferir diretamente na venda.

Em 2026, dizer que um produto é sustentável deixa de ser suficiente. O mercado passa a exigir provas verificáveis, ligadas ao produto e à cadeia, não apenas à marca.

Esse movimento acontece porque regulações, plataformas e consumidores avançam juntos.

Informações vagas perdem força rapidamente, enquanto produtos com dados claros circulam melhor, ganham mais visibilidade e enfrentam menos atrito para vender.

Por que isso deixa de ser marketing e vira regra

Iniciativas como o Digital Product Passport e o battery passport reforçam uma lógica simples: produtos precisam carregar informações rastreáveis ao longo de toda a cadeia.

Origem, materiais, processos e conformidade deixam de ser detalhes técnicos e passam a funcionar como critério competitivo.

Onde o lojista sente isso na prática?

O impacto não aparece como uma grande mudança anunciada. Ele surge aos poucos, em pequenas exigências que se acumulam.

Produtos passam a precisar de mais informação para aprovação, alguns ganham menos destaque por falta de dados, outros enfrentam mais questionamentos no atendimento.

Com o tempo, o checkout vira um reflexo da organização da operação. Quanto mais clara e consistente a informação do produto, menos atrito existe na decisão de compra.

Como o lojista pode se preparar sem complicar a operação?

Preparação não exige selo novo nem investimento alto. O ponto de partida está em organizar o que já existe. O lojista precisa saber exatamente o que vende e conseguir sustentar essa informação de forma consistente.

Isso envolve alinhar descrição com o que o fornecedor realmente entrega, evitar promessas vagas e separar claramente fato de discurso.

Produto bem documentado reduz retrabalho, evita ruído no atendimento e facilita a expansão para novos canais.

Como fazer uma descrição de produto e converter visitantes em compradores

7. AR/3D e “experiência de produto” para reduzir devolução

Uma parte relevante das devoluções no e-commerce não acontece por defeito, mas por expectativa errada por parte de quem adquire.

O cliente compra sem conseguir visualizar direito o produto, imagina uma coisa e recebe outra.

Nesse sentido, as tecnologias como AR (Realidade Aumentada) e visualização 3D ganham espaço justamente por atacar esse problema na origem.

Essa tendência é especialmente importante em uma época em que a pressão por reduzir o número de devoluções aumenta.

Afinal, esse problema faz com que o custo logístico cresça e os prazos apertem. Além disso, os marketplaces ficam menos tolerantes com operações que geram muito retorno de produtos.

O que muda com AR, 3D e demonstração visual

O AR e 3D ajudam o cliente a entender melhor o que está comprando antes de decidir. Não se trata só de tecnologia avançada, mas sim de clareza. Visualização em contexto, ângulos reais, proporção correta e uso prático reduzem a dúvida na hora de comprar.

Em categorias como moda, móveis, decoração e eletrônicos, isso faz diferença direta. Quanto mais o cliente entende tamanho, encaixe, textura ou funcionamento, menor a chance de frustração depois da entrega.

Experiência de produto vai além de provador virtual

Apesar das vantagens que apresentamos o AR não resolve tudo sozinho. Assim, produzir vídeos curtos de demonstração, imagens consistentes, guias de uso e comparações visuais cumprem papel semelhante quando bem feitos.

O ponto central é reduzir a distância entre o produto real e a percepção do cliente. Quando isso acontece, a decisão fica mais segura e a devolução cai naturalmente.

Onde o lojista sente o impacto no dia a dia?

Menos devolução significa custo logístico reduzido, menos atendimento reativo e menos desgaste com o cliente. Além disso, produtos bem explicados costumam converter melhor, porque reduzem o medo de errar na compra.

Com o tempo, plataformas e marketplaces tendem a favorecer operações que apresentam menos problemas pós-venda. Ou seja, experiência de produto bem construída vira vantagem competitiva silenciosa.

Como começar sem tecnologia complexa?

A preparação para se adequar a essa nova tecnologia não exige investir imediatamente em AR avançado. O primeiro passo está em padronizar imagens, melhorar descrição e usar vídeos simples de demonstração.

Quando o básico funciona, faz sentido testar recursos mais avançados em categorias específicas. O erro está em tentar aplicar tecnologia sem resolver a falta de clareza.

Reduzir devolução é melhorar venda

O AR, 3D e boas demonstrações não servem apenas para impressionar os seus clientes.

Essas ferramentas são utilizadas para alinhar expectativa com realidade. Quando isso acontece, a venda flui melhor e o custo diminui depois.

A grande verdade sobre essa tendência é que a experiência de produto deixará de ser um simples diferencial visual para se transformar em uma ferramenta de eficiência para a sua operação.

Erros comuns ao tentar “surfar em novas tendências”

Entender tendências é importante, mas aplicar sem critério costuma gerar mais prejuízo do que resultado. Em muitos casos, o problema não está na novidade em si, mas na expectativa criada em torno dela.

Antes de avançar para o próximo movimento do mercado, vale a pena olhar com mais atenção para os erros que mais travam a evolução de operações digitais. Continue lendo!

Copiar a tendência sem entender o contexto

Cases internacionais e grandes marcas chamam atenção porque parecem simples quando vistos de fora.

O erro acontece quando o lojista ignora que esses modelos funcionam dentro de ecossistemas específicos, com público já educado, orçamento maior e operação preparada para absorver risco.

Sem adaptação, a tendência deixa de ser referência estratégica e vira uma tentativa de cópia.

O resultado costuma ser frustração, porque a estrutura necessária para sustentar aquele modelo ainda não existe na operação local.

Pular etapas básicas da operação

Muitos negócios tentam usar tendência como atalho para compensar falhas estruturais.

Catálogo mal organizado, fotos inconsistentes, checkout confuso e pós-venda desorganizado continuam impactando conversão, independentemente da tecnologia usada.

Quando o básico não funciona, a tendência não corrige o problema. Ela acelera o gargalo e torna o erro mais caro e mais visível.

Achar que tecnologia resolve falta de estratégia

Ferramentas não tomam decisões sozinhas. IA, automação, mídia interna e novos meios de pagamento precisam de direção clara para gerar resultado.

Sem um objetivo bem definido, métricas claras e um bom entendimento de margem, a tecnologia opera sem foco. O que aparece são números bonitos em relatórios, mas pouco impacto real no negócio.

Investir antes de medir (ou sem saber o que medir)

Outro erro recorrente é ativar tendências do e-commerce para 2026 sem definir o que caracteriza sucesso. Testes sem critério dificultam leitura de resultado e impedem ajustes.

Quando o lojista não sabe o que medir, não consegue aprender com o teste. Sendo assim, sem o aprendizado necessário, o investimento vira gasto repetido que, inevitavelmente, impactará negativamente o lucro.

Tratar tendência como projeto pontual

Tendências bem-sucedidas raramente funcionam na primeira tentativa. Elas exigem repetição, ajustes finos e leitura constante de dados.

Quem trata a novidade como evento isolado tende a abandonar cedo demais, justamente antes de entender como aquele modelo pode se adaptar à própria operação.

Ignorar o timing do próprio negócio

Nem toda tendência faz sentido para todo momento. Negócios pequenos tentando operar como grandes, empresas sem caixa entrando em projetos caros ou times despreparados assumindo complexidade elevada acabam comprometendo a operação.

Portanto, a decisão mais importante quando o assunto é acompanhar tendências, em muitos casos, é aguardar. Assim, você tem tempo para organizar a sua empresa para entrar no momento certo.

Prometer mais do que consegue entregar

Live shopping sem estoque suficiente, BNPL sem controle de risco ou discurso de sustentabilidade sem comprovação são exemplos de ações que geram expectativa no cliente e acaba sendo quebrada posteriormente.

O impacto desses erros aparece rapidamente em reclamações, cancelamentos e perda de confiança, o que é muito pior, pois quando é perdida custa caro para reconstruir.

Não preparar a base antes de escalar

Quando uma tendência começa a funcionar bem, o volume aumenta como uma consequência natural.

Por outro lado, sem o devido preparo, sistemas travam, logística atrasa, atendimento não acompanha e a margem some. Crescer sem base não é crescimento. É acumular problema.

Por fim, as tendências do e-commerce para 2026 mostram que vender online passa menos por apostar em novidades e mais por organizar base, dados e operação.

Quem se prepara agora decide com mais calma, evita desperdício e entra nessas mudanças com mais controle e não no improviso.

Começar bem em 2026 passa por estruturar a operação desde a base.

Então, crie sua loja, organize catálogo e checkout e conte com integrações para marketing, frete e pagamentos para acompanhar a evolução do e-commerce com segurança.

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