Se você quer entender o que é e-commerce, vale começar pelo básico: trata-se de um modelo de compra e venda realizado por canais digitais.
Mas, na prática, um e-commerce envolve muito mais do que simplesmente disponibilizar produtos em um site.
Por trás de cada venda estão etapas como cadastro de produtos, pagamento, controle de estoque, logística, atendimento, divulgação e pós-venda.
Dependendo da estratégia, a operação também pode incluir marketplaces, redes sociais, aplicativos e lojas físicas conectadas ao ambiente online.
Para quem deseja vender pela internet, compreender como esse ecossistema funciona ajuda a tomar decisões melhores desde o início, principalmente na escolha dos canais, da plataforma e da estrutura necessária para crescer.
Neste guia, você vai entender como funciona o e-commerce, quais são os principais tipos, suas vantagens e desafios e o que é preciso para começar uma operação online.
O que é e-commerce?
E-commerce é um modelo de comércio em que a compra e a venda de produtos ou serviços acontecem por meios digitais. O termo vem de electronic commerce, que significa comércio eletrônico.
Uma loja de roupas que recebe pedidos pelo próprio site é um exemplo de e-commerce.
O mesmo acontece quando uma empresa vende seus produtos em um marketplace ou utiliza outros canais digitais para realizar transações.
Por isso, e-commerce não é sinônimo apenas de site ou loja virtual. O conceito envolve toda a operação necessária para que as vendas online aconteçam.
Isso pode incluir desde a apresentação dos produtos até pagamento, controle de estoque, processamento dos pedidos, entrega e pós-venda.
Como funciona o e-commerce?
O e-commerce conecta consumidores, canais de venda, meios de pagamento, estoque e logística para que uma compra possa ser realizada pela internet.
Embora a experiência pareça simples para o consumidor, diferentes processos acontecem entre a descoberta do produto e a entrega.
O fluxo básico funciona assim:
Consumidor encontra o produto → acessa o canal de venda → escolhe o item → adiciona ao carrinho → realiza o pagamento → loja recebe o pedido → estoque é atualizado → produto é separado → pedido é enviado → consumidor recebe → começa o pós-venda.

Veja o que acontece em cada etapa.
1. O cliente busca um produto
A jornada começa quando o consumidor procura uma solução no Google, em redes sociais, marketplaces ou diretamente em uma loja virtual.
2. Acessa a loja virtual
Depois de encontrar a marca ou o produto, o cliente entra no site para conhecer as opções disponíveis.
3. Escolhe o produto
O consumidor analisa informações como preço, fotos, descrição, tamanho, cor, disponibilidade e condições de compra.
4. Adiciona ao carrinho
Ao decidir pela compra, o cliente adiciona o item ao carrinho e pode continuar comprando ou seguir para o checkout.
5. Finaliza a compra e faz o pagamento
No checkout, informa os dados necessários, escolhe a forma de entrega e realiza o pagamento, como Pix ou cartão.
6. A loja confirma o pedido
Após a aprovação do pagamento, o pedido é registrado no sistema e a loja inicia o processamento da venda.
7. O pedido é separado e embalado
A equipe localiza os produtos no estoque, confere os itens e prepara o pedido para o envio.
8. A embalagem é preparada
O produto é acondicionado de forma adequada para reduzir riscos durante o transporte e receber a identificação de envio.
9. O pedido é enviado pela transportadora
A encomenda é coletada ou levada ao ponto de postagem e segue para o endereço informado pelo cliente.
10. O cliente acompanha a entrega
Com o código de rastreamento, o consumidor consegue acompanhar as movimentações do pedido até a chegada.
11. O pedido chega ao cliente
A entrega conclui a etapa principal da compra e dá início ao pós-venda, que pode incluir suporte, avaliação, troca, devolução ou estratégias de recompra.
E-commerce, loja virtual e marketplace são a mesma coisa?
Não. Embora esses termos estejam relacionados, eles representam conceitos diferentes.
| Conceito | O que significa | Exemplo |
|---|---|---|
| E-commerce | Modelo de comércio realizado por meios digitais | Uma empresa que vende produtos pela internet |
| Loja virtual | Canal próprio de uma empresa para realizar vendas online | Site oficial de uma marca |
| Marketplace | Ambiente que reúne produtos de diferentes vendedores | Amazon, Mercado Livre e Shopee |
| Plataforma de e-commerce | Tecnologia utilizada para criar e administrar uma loja virtual | Tray |
Portanto, e-commerce é o conceito mais amplo.
Uma loja virtual pode fazer parte de uma operação de e-commerce. Já o marketplace funciona como outro canal possível para vender pela internet.
A plataforma de e-commerce, por sua vez, fornece a tecnologia utilizada para construir e administrar a loja.
Uma empresa não precisa necessariamente escolher entre loja própria e marketplace. Dependendo da estratégia, pode utilizar os dois canais simultaneamente.
Quais são os tipos de e-commerce?
Os tipos de e-commerce podem ser classificados de acordo com quem vende e quem compra.
Conhecer essas diferenças é importante porque uma operação que vende diretamente para consumidores possui necessidades diferentes de uma empresa que atende outras empresas, por exemplo.
B2C — Business to Consumer
B2C significa Business to Consumer, ou empresa para consumidor.
É um dos modelos mais conhecidos. Nele, uma empresa vende diretamente para a pessoa que utilizará ou consumirá o produto.
Uma loja de roupas que vende peças pelo próprio site para consumidores finais é um exemplo.
B2B — Business to Business
B2B significa Business to Business, ou empresa para empresa.
Nesse modelo, tanto o comprador quanto o vendedor são empresas.
Um fabricante de cosméticos que vende grandes quantidades para salões de beleza é um exemplo de operação B2B.
Esse tipo de e-commerce pode exigir condições específicas, como pedido mínimo, tabelas de preços diferenciadas, aprovação de cadastro e formas próprias de pagamento.
D2C — Direct to Consumer
D2C significa Direct to Consumer, ou direto ao consumidor.
Nesse modelo, fabricantes e marcas vendem diretamente ao consumidor, reduzindo ou eliminando intermediários na comercialização.
Uma fabricante de cosméticos que cria sua própria loja virtual para vender seus produtos diretamente ao público é um exemplo.
C2C — Consumer to Consumer
C2C significa Consumer to Consumer, ou consumidor para consumidor.
Ocorre quando uma pessoa vende para outra pessoa, normalmente utilizando uma plataforma intermediária.
A venda de um produto usado por meio de uma plataforma que conecta compradores e vendedores é um exemplo.
C2B — Consumer to Business
C2B significa Consumer to Business, ou consumidor para empresa.
Nesse caso, uma pessoa oferece um produto ou serviço para uma organização.
Profissionais que licenciam fotografias, produzem conteúdos ou prestam determinados serviços para empresas podem participar desse modelo.
Onde as vendas de e-commerce podem acontecer?
Quando o comércio eletrônico começou a se popularizar, era comum associá-lo principalmente aos sites de lojas.
Hoje, a jornada é mais distribuída.
Loja virtual própria
A loja virtual é um canal administrado pela própria marca.
Nesse ambiente, a empresa possui maior controle sobre identidade visual, catálogo, experiência de compra, campanhas e relacionamento com clientes.
Também pode utilizar seu próprio domínio, como nomedaloja.com.br.
Marketplaces
Marketplaces funcionam como grandes centros comerciais digitais.
Diversos vendedores anunciam produtos dentro da mesma plataforma e utilizam a audiência daquele canal para alcançar consumidores.
Amazon, Mercado Livre e Shopee são exemplos.
Redes sociais
As redes sociais também participam cada vez mais da jornada de compra.
Instagram, Facebook, TikTok e outras plataformas podem ser utilizadas para apresentar produtos, gerar descoberta e, dependendo dos recursos disponíveis, aproximar conteúdo e venda.
Aplicativos
Empresas também podem criar aplicativos próprios ou participar de aplicativos de terceiros.
Esse canal é especialmente relevante em negócios nos quais frequência de compra, personalização ou fidelização possuem grande peso.
Live commerce
No live commerce, produtos são apresentados durante transmissões ao vivo.
O formato aproxima demonstração, entretenimento e venda. O consumidor pode conhecer melhor os itens enquanto acompanha a transmissão e seguir para a compra.
Quais são as vantagens do e-commerce?
Uma das principais características do comércio eletrônico é permitir que uma empresa alcance consumidores sem depender exclusivamente da localização de um estabelecimento físico.
Uma loja virtual pode receber pedidos 24 horas por dia. A empresa também consegue acompanhar dados sobre visitas, produtos acessados, pedidos, vendas e comportamento dos consumidores.
Para quem vende, outras vantagens incluem possibilidade de ampliar os canais, automatizar processos e aumentar a operação conforme a demanda cresce.
Para o consumidor, o e-commerce oferece conveniência. É possível pesquisar produtos, comparar alternativas e comprar sem precisar se deslocar até uma loja física.
Isso não significa que canais físicos e digitais precisem competir.
Operações omnichannel procuram justamente integrar os dois ambientes. O consumidor pode, por exemplo, pesquisar pela internet e retirar em uma loja física ou conhecer um produto presencialmente e concluir a compra online.
Quais são os desafios do e-commerce?
Criar uma loja virtual não significa que as vendas acontecerão automaticamente.
O primeiro desafio é atrair consumidores. Uma empresa pode ter um bom site e bons produtos, mas ainda precisa ser encontrada.
SEO, anúncios, redes sociais, marketplaces, conteúdo e relacionamento estão entre as estratégias que podem participar dessa aquisição.
Outro desafio é gerar confiança. O consumidor não consegue tocar no produto e, em muitos casos, ainda não conhece a empresa. Fotos, informações completas, avaliações, segurança, políticas claras e atendimento ajudam a reduzir essa incerteza.
Estoque e logística também exigem atenção. Uma experiência positiva na compra pode ser prejudicada se o produto estiver indisponível ou chegar fora do prazo.
Além disso, empresas precisam lidar com segurança, proteção de dados, trocas, devoluções, concorrência e custos para conquistar novos clientes.
Por isso, um e-commerce deve ser tratado como uma operação completa e não apenas como a criação de um site.
Quanto custa criar um e-commerce?
Não existe um valor único para criar um e-commerce. O investimento depende do tipo de produto, tamanho do estoque, plataforma escolhida, estrutura logística e estratégias utilizadas para atrair consumidores.
Entre os custos que podem fazer parte da operação estão plataforma, domínio, estoque, fornecedores, embalagens, meios de pagamento, frete, identidade visual, marketing, impostos e capital de giro.
Também é importante separar dois conceitos.
O custo para colocar uma loja no ar não é necessariamente o mesmo que o custo para manter um e-commerce funcionando.
Uma operação pode começar com uma estrutura enxuta e aumentar os investimentos conforme as vendas crescem.
Ao escolher uma plataforma, também não analise somente a mensalidade. Verifique taxas, aplicativos, integrações e recursos que podem precisar ser contratados separadamente.
Como criar um e-commerce do zero?
Depois de entender o que é e-commerce, é possível transformar o conceito em uma operação. O processo pode ser organizado em algumas etapas.
1. Escolha o que vender
Comece definindo o produto ou serviço que fará parte do seu e-commerce. Mais do que identificar itens com alta procura, analise se existe espaço para competir e se a venda é financeiramente sustentável.
Considere demanda, concorrência, preço de compra, margem de lucro, disponibilidade de fornecedores e custos de armazenamento e envio.
Produtos grandes, frágeis ou pesados, por exemplo, podem ter boa procura, mas exigir uma logística mais cara e complexa.
O ideal é avaliar a oportunidade como um todo. Um produto que vende muito não significa necessariamente um produto lucrativo.
Antes de investir em estoque, calcule quanto sobra da venda depois de considerar os principais custos da operação.
2. Defina o público
Entender quem tem maior probabilidade de comprar ajuda a tomar decisões mais precisas sobre produtos, preços e divulgação.
Por isso, procure identificar quais necessidades o seu produto atende, quanto esse público costuma pagar, como pesquisa antes de comprar e quais canais utiliza.
Essas informações também ajudam a definir o catálogo e a comunicação da loja. Um público que prioriza preço, por exemplo, pode responder melhor a promoções e condições de pagamento.
Já consumidores que valorizam qualidade ou exclusividade podem buscar informações mais detalhadas sobre materiais, benefícios e diferenciais.
Quanto melhor você conhece o público, mais fácil fica estruturar uma experiência de compra coerente com o que ele procura.
3. Analise os concorrentes
Pesquise empresas que já vendem para o mesmo público e observe como elas estruturam a oferta. Compare produtos, preços, condições de pagamento, frete, experiência de navegação, avaliações de clientes e posicionamento da marca.
Também vale identificar quais pontos aparecem com frequência nas reclamações e avaliações. Isso pode revelar oportunidades para melhorar a experiência ou oferecer algo diferente.
O objetivo não é reproduzir o que os concorrentes já fazem, mas entender como o mercado funciona, onde existe espaço para se diferenciar e quais padrões o consumidor já espera encontrar.
💡 Leia mais: Guia completo sobre análise de concorrentes no e-commerce
4. Escolha fornecedores
Um bom fornecedor não deve ser avaliado apenas pelo menor preço.
Compare qualidade dos produtos, condições de pagamento, pedido mínimo, prazo de entrega e capacidade de reposição, principalmente para itens com maior volume de vendas.
Antes de fechar pedidos maiores, solicite amostras ou faça uma compra pequena para avaliar produto, embalagem, cumprimento dos prazos e suporte oferecido.
Também é importante reduzir a dependência de uma única empresa. Sempre que possível, tenha fornecedores alternativos para produtos estratégicos.
Assim, problemas de estoque, produção ou entrega têm menos chances de interromper as vendas do seu e-commerce.
5. Planeje o estoque
Defina quais produtos entrarão no catálogo, quantas unidades serão necessárias para começar e como o estoque será atualizado a cada venda.
Em vez de comprar grandes quantidades logo no início, considere testar a demanda com um estoque menor e aumentar a reposição dos itens que apresentarem maior giro.
Também avalie custos de armazenamento, prazo dos fornecedores e frequência de reposição. Esses fatores ajudam a evitar tanto a falta de produtos quanto o excesso de mercadorias paradas.
Se manter um estoque próprio não fizer sentido para o negócio, modelos como produção sob demanda, cross docking e dropshipping podem reduzir o investimento inicial.
Nesse caso, é fundamental avaliar o controle sobre disponibilidade, qualidade e prazo de entrega, já que parte da experiência do cliente dependerá de terceiros.
6. Formalize o negócio
Antes de começar a vender, verifique quais obrigações fiscais, tributárias e regulatórias se aplicam ao seu e-commerce.
As exigências podem variar de acordo com a atividade exercida, o tipo de produto comercializado, o regime tributário e a localização da empresa.
Também existem categorias, como alimentos, cosméticos e determinados produtos de saúde, que podem exigir licenças, registros ou autorizações específicas.
Por isso, antes de iniciar a operação, defina o enquadramento adequado, verifique as exigências para emissão de notas fiscais e consulte as regras específicas do seu segmento.
O apoio de um contador pode ajudar a estruturar essa etapa corretamente.
7. Escolha uma plataforma de e-commerce
A plataforma será a base tecnológica da sua loja, por isso ela precisa atender tanto às rotinas atuais quanto aos próximos passos da operação.
Compare recursos para cadastro de produtos, gestão de pedidos e estoque, pagamentos, fretes, SEO, marketing, segurança e relatórios.
Também verifique se existem integrações com ERP, marketplaces, transportadoras e outras ferramentas que façam parte do dia a dia do negócio.
A Tray, por exemplo, reúne recursos para criação e gestão da loja virtual, além de integrações com diferentes canais de venda, meios de pagamento, logística e marketplaces.
Isso pode ser importante para quem pretende começar com uma estrutura mais simples e ampliar a operação sem trocar de plataforma tão cedo.
Mais do que escolher pelo menor preço, avalie quanto a plataforma consegue acompanhar o crescimento do e-commerce e quais recursos estarão disponíveis quando a operação ganhar volume e complexidade.
8. Registre o domínio
O domínio é o endereço que o cliente digita para acessar sua loja virtual, por isso ele deve ser simples, fácil de lembrar e coerente com o nome da marca.
Evite nomes muito longos, números e grafias difíceis, que podem gerar erros na hora de acessar ou compartilhar o site.
Antes de decidir, verifique se o endereço está disponível para registro e se não existe outra marca utilizando um nome muito semelhante.
Sempre que possível, escolha um domínio que possa acompanhar o crescimento do negócio, sem ficar limitado a um único produto, cidade ou tendência passageira.
9. Estruture o catálogo
Cadastre produtos com informações suficientes para que o consumidor consiga tomar uma decisão.
Título, descrição, fotos, preço, medidas, variações, disponibilidade e especificações precisam estar corretos.
Quanto mais complexo for o produto, mais importante será explicar suas características.
10. Configure os meios de pagamento
Defina quais formas de pagamento estarão disponíveis na loja considerando tanto a preferência dos clientes quanto o impacto financeiro para o negócio.
Compare tarifas por transação, prazo de recebimento, condições de parcelamento, segurança e facilidade no checkout.
Pix e cartão estão entre as opções mais comuns, mas oferecer diferentes alternativas pode atender consumidores com hábitos de compra distintos.
Também observe como o pagamento se integra à plataforma de e-commerce. Soluções integradas podem facilitar a confirmação dos pedidos e reduzir etapas na gestão.
Na Tray, por exemplo, o lojista pode utilizar o Tray Pagamentos, solução integrada à plataforma para receber as vendas da loja.
Antes de escolher, calcule como taxas e parcelamentos afetam a margem dos produtos. Uma condição atrativa para o cliente também precisa ser sustentável para o caixa da empresa.
11. Planeje frete e entrega
Antes de abrir a loja, simule o envio dos seus produtos para diferentes regiões do Brasil. Isso ajuda a entender quanto o frete representa sobre o valor da compra e quais prazos serão apresentados ao cliente.
Compare transportadoras e modalidades de entrega considerando não apenas o preço, mas também cobertura, prazo, rastreamento e características dos produtos. Peso, dimensões e fragilidade da mercadoria podem alterar significativamente o custo do envio.
Defina também o processo interno: quem separa o pedido, qual embalagem será utilizada, em quanto tempo a mercadoria será despachada e como o código de rastreamento chegará ao cliente.
Se pretende oferecer frete grátis, estabeleça critérios como valor mínimo do pedido, região ou produtos participantes. Assim, o benefício pode ser utilizado comercialmente sem comprometer a margem da venda.
12. Crie as políticas da loja
Não utilize textos genéricos apenas para preencher as páginas institucionais. As políticas precisam refletir como sua operação realmente funciona.
Na política de entrega, informe prazos de processamento e envio. Na de trocas e devoluções, explique como o cliente deve solicitar o procedimento e quais são as etapas seguintes. Também deixe acessíveis informações sobre formas de pagamento, privacidade e canais de contato.
Antes de publicar, faça um exercício simples: imagine que um pedido atrasou, chegou com problema ou precisa ser devolvido. As informações disponíveis no site deixam claro para o cliente o que fazer?
Além de transmitir mais segurança durante a compra, políticas bem definidas criam procedimentos que a própria equipe pode seguir quando essas situações acontecerem.
13. Teste toda a jornada antes de publicar
Não teste apenas se as páginas estão abrindo. Faça pedidos reais de teste, de preferência pelo celular e pelo computador, e percorra a mesma jornada que um cliente enfrentará.
Pesquise um produto, utilize os filtros, escolha uma variação, adicione ao carrinho, aplique um cupom, informe CEPs de regiões diferentes e avance pelo checkout. Teste também as formas de pagamento disponíveis.
Depois da compra, confira o outro lado da operação: o pedido apareceu corretamente no painel? O estoque foi atualizado? O cliente recebeu a confirmação? O frete foi calculado corretamente?
Repita o processo em diferentes tamanhos de tela e revise principalmente páginas de produto, carrinho e checkout. Um erro identificado nessa etapa custa menos do que descobrir o problema depois de começar a investir em tráfego.
14. Defina como os primeiros clientes chegarão à loja
Não espere publicar o e-commerce para começar a pensar em divulgação. Antes do lançamento, escolha dois ou três canais prioritários de acordo com o comportamento do público e prepare uma estratégia para cada um.
Se existe procura pelos produtos no Google, por exemplo, trabalhe SEO nas categorias e páginas de produto. Se a descoberta acontece principalmente pelas redes sociais, produza conteúdos que mostrem os produtos em uso. Marketplaces podem ampliar a exposição, enquanto mídia paga pode ser utilizada para testar ofertas e alcançar públicos específicos.
Também configure ferramentas de mensuração desde o início. Acompanhe origem das visitas, custo para adquirir clientes, taxa de conversão, ticket médio e vendas geradas por cada canal.
Nas primeiras semanas, esses dados são especialmente importantes. Em vez de tentar estar em todos os lugares, concentre investimento nos canais que começam a demonstrar capacidade de atrair visitantes qualificados e gerar vendas de forma sustentável.
Como escolher uma plataforma de e-commerce?
A melhor plataforma de e-commerce é aquela que atende às necessidades atuais da operação sem criar obstáculos desnecessários para seu crescimento.
Antes de contratar, compare custo total, recursos nativos, meios de pagamento, logística, integrações, marketplaces, personalização, SEO, segurança e suporte.
Também pense no próximo estágio do negócio.
Uma empresa pode começar vendendo apenas pelo site e, posteriormente, entrar em marketplaces, abrir uma loja física, trabalhar com B2B ou utilizar diferentes centros de distribuição.
Isso não significa contratar todos esses recursos desde o primeiro dia. Significa verificar se será possível adicioná-los quando forem necessários.
Assim, a decisão deixa de considerar somente o menor preço inicial e passa a avaliar quanto custará e quão simples será crescer dentro da mesma estrutura.
Como criar um e-commerce com a Tray?
A Tray é uma plataforma brasileira que permite criar e administrar uma loja virtual e conectar diferentes partes da operação.
Atualmente, a empresa informa disponibilizar mais de 600 recursos nativos, mais de 2 mil integrações, mais de 1.000 ERPs e integração nativa com mais de 30 marketplaces.
Na prática, o lojista pode cadastrar produtos, configurar a aparência da loja e utilizar soluções como Tray Pagamentos e Tray Envios.
Os planos também oferecem diferentes quantidades de marketplaces simultâneos e recursos conforme a operação evolui.
Outro recurso é o Tray Pulse, ecossistema de inteligência artificial desenvolvido para apoiar a criação e gestão do e-commerce.
Os planos atuais trabalham com diferentes quantidades de créditos de IA, chegando ao uso ilimitado nas modalidades mais avançadas.
Para operações multicanais, a integração direta com marketplaces permite administrar diferentes canais pelo painel da plataforma.
Atualmente, a Tray informa possuir conexão nativa com mais de 30 marketplaces, incluindo Mercado Livre, Shopee, Amazon, Magalu, Shein e Temu.
Isso permite começar com uma estrutura compatível com uma operação menor e ampliar recursos à medida que aumentam produtos, pedidos, canais e necessidades de gestão.
Loja própria ou marketplace: qual é melhor para começar?
Os dois modelos podem fazer parte da mesma estratégia.
O marketplace oferece acesso a uma audiência que já utiliza aquela plataforma. Isso pode facilitar a exposição dos produtos, principalmente para marcas ainda pouco conhecidas.
Em contrapartida, o vendedor opera dentro das regras, tarifas e estrutura do marketplace.
Na loja própria, a empresa possui maior controle sobre a identidade da marca, experiência de compra, catálogo, campanhas e relacionamento com os consumidores.
Por isso, não é necessário tratar os dois canais como alternativas excludentes.
Uma estratégia pode utilizar marketplaces para ampliar alcance e, ao mesmo tempo, desenvolver uma loja própria para fortalecer a marca e construir um canal de vendas independente.
Quando os canais estão integrados, a empresa também pode centralizar parte da gestão de estoque e pedidos. A Tray, por exemplo, oferece integração direta com mais de 30 marketplaces.
Quais métricas acompanhar em um e-commerce?
Depois que a loja começa a vender, os dados ajudam a entender se a operação está realmente evoluindo.
| Métrica | O que mostra |
|---|---|
| Taxa de conversão | Percentual de visitantes que realizam uma compra |
| Ticket médio | Valor médio gasto em cada pedido |
| CAC | Quanto custa conquistar um novo cliente |
| ROAS | Retorno obtido sobre o investimento em publicidade |
| Abandono de carrinho | Quantidade de compras iniciadas que não foram concluídas |
| Taxa de recompra | Quantos clientes voltam a comprar |
| LTV | Valor que um cliente gera ao longo do relacionamento |
| Margem | Quanto permanece depois dos custos relacionados à venda |
Nenhuma dessas métricas deve ser analisada isoladamente.
Uma loja pode aumentar o faturamento e, ao mesmo tempo, perder rentabilidade porque passou a gastar muito mais para conquistar clientes.
Por isso, acompanhe vendas junto aos custos necessários para gerá-las.
Exemplos de e-commerce Tray
Um exemplo é a Amanda Bella, loja de moda feminina fundada em 2015 por Amanda e Samir.
O casal iniciou o negócio com o objetivo de oferecer roupas para o público evangélico e executivo com preço justo, mas enfrentava um desafio comum nas vendas presenciais: a inadimplência.
Amanda lembra que os prejuízos eram significativos:
“O valor que a gente teve de inadimplência vendendo na rua dava para comprar um carro.”
Ao migrar a operação para uma loja virtual na Tray, o processo de vendas ganhou mais segurança.
Como os pedidos só são liberados após a confirmação do pagamento, o casal reduziu o risco de inadimplência e passou a ter mais controle sobre a operação.
Segundo Amanda:
“Com a plataforma da Tray, os pedidos passaram a ser liberados apenas após o pagamento ser confirmado.”
A mudança trouxe mais previsibilidade financeira e permitiu que a empresa direcionasse seus esforços para o crescimento do negócio, em vez de lidar com problemas relacionados à cobrança e ao recebimento das vendas.

Da Luz (moda feminina)
A Da Luz surgiu na Zona Norte do Rio de Janeiro a partir do olhar empreendedor de Juliana e Marco, que em 2012 transformaram uma antiga loja de pipas em uma marca de moda feminina com identidade própria.
O propósito sempre foi claro: oferecer peças modernas, acessíveis e que valorizassem a autenticidade de cada cliente.
Em 2015, a marca deu um passo decisivo ao lançar sua loja virtual, ampliando o alcance para todo o Brasil.
Com uma equipe familiar e enxuta, a operação passou a equilibrar curadoria de fornecedores com produção própria, mantendo controle de qualidade e agilidade.
A entrada no digital exigiu estrutura, e foi nesse momento que a Tray se tornou uma aliada estratégica.
A plataforma permitiu automatizar cadastros de produtos, controle de estoque, meios de pagamento e gestão de pedidos, trazendo eficiência e segurança para a operação.
Com recursos nativos de marketing, como cupons, recuperação de carrinho e integração com redes sociais, a Da Luz conseguiu escalar as vendas e fidelizar clientes.
A base tecnológica foi essencial para que a marca evoluísse de um negócio local para uma referência digital no segmento de moda feminina.

Coala (essências e fragrâncias)
A Coala Essências Aromáticas iniciou sua trajetória em 1989, no interior de São Paulo, com foco na produção de essência concentrada de eucalipto, reconhecida pelo alto rendimento e padrão de qualidade.
Com o passar dos anos, o portfólio se expandiu e hoje inclui fragrâncias, sprays de ambiente e produtos de limpeza perfumados.
Presente em grandes redes de varejo e supermercados, a marca sempre investiu em processos e tecnologia para sustentar um crescimento consistente.
O passo seguinte foi ampliar sua presença no digital e fortalecer o canal direto com o consumidor.
Para isso, a Coala escolheu a Tray como base de sua loja virtual. A plataforma permitiu centralizar o controle de estoque, simplificar a gestão de pedidos e sincronizar as vendas em um único painel.
Além disso, recursos como recuperação de carrinho e e-mail marketing automatizado contribuíram para aumentar as vendas recorrentes e melhorar a fidelização.
Essa estrutura foi fundamental para transformar uma operação regional em uma presença digital nacional, com crescimento sustentável.

Petrizi Makeup (maquiagem)
Criada em 2020 pela maquiadora e influenciadora Fernanda Petrizi, a Petrizi Makeup nasceu com a proposta de unir performance profissional, leveza e uma identidade marcante.
Após mais de dez anos de experiência nos bastidores da beleza, Fernanda transformou seu conhecimento em uma marca digital forte e conectada com o público.
Em pouco tempo, produtos como lip oils, blushes cremosos e iluminadores ganharam destaque e viralizaram nas redes sociais, impulsionando um crescimento acelerado da marca.
Com o aumento da demanda, a estrutura do e-commerce passou a ser um ponto central da operação.
A Tray entrou como suporte estratégico para profissionalizar os bastidores do negócio.
A plataforma deu autonomia à equipe para gerenciar catálogo, promoções, estoque e pedidos com mais agilidade, além de oferecer integração com diversos meios de pagamento e logística eficiente.
Hoje, a Petrizi Makeup é mais do que uma loja virtual: é uma comunidade engajada que cresce a cada lançamento.
Por trás dessa expansão, está uma base tecnológica preparada para escalar, como acontece com diversas marcas que utilizam a Tray para crescer no digital.

O que todas essas marcas têm em comum? Todas essas marcas mostram como uma plataforma estruturada pode apoiar diferentes fases de crescimento no e-commerce.
O e-commerce evoluiu muito nos últimos anos e deixou de ser uma alternativa para se tornar um dos principais modelos de venda do varejo.
Independentemente do porte da empresa, investir em uma loja virtual significa ampliar o alcance da marca, criar novas oportunidades de venda e construir um negócio preparado para crescer.
Se você pretende começar da forma certa, escolher uma plataforma completa desde o início pode
Vale a pena investir em e-commerce?
O e-commerce pode ampliar o alcance de uma empresa e criar novas possibilidades de venda, mas os resultados dependem da estrutura do negócio.
Ter uma loja online não elimina a necessidade de encontrar um bom produto, conhecer o público, formar preços corretamente, administrar estoque, entregar pedidos e conquistar clientes.
Por isso, antes de investir, avalie demanda, margem, concorrência, fornecedores e capacidade operacional.
Também estabeleça objetivos mensuráveis.
Uma operação saudável não deve ser avaliada apenas pelo número de pedidos. Faturamento, margem, custo de aquisição, recompra e fluxo de caixa ajudam a mostrar se o crescimento está sendo sustentável.
Conclusão: pronto para começar seu e-commerce?
Entender o que é e-commerce é o primeiro passo. O próximo é transformar produto, público, tecnologia, pagamento e logística em uma operação capaz de oferecer uma boa experiência de compra.
Você não precisa começar com a estrutura de uma grande varejista. É possível construir a operação por etapas. O mais importante é escolher soluções que atendam às necessidades atuais sem dificultar os próximos passos.
A Tray oferece uma estrutura para criar a loja virtual e conectar diferentes áreas da operação. São mais de 600 recursos nativos, mais de 2 mil integrações e integração nativa com mais de 30 marketplaces, além de soluções de pagamento, logística e inteligência artificial.
Crie seu e-commerce com a Tray e tenha uma estrutura preparada para acompanhar o crescimento do seu negócio.
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