O mercado de cartões tem sido um dos responsáveis pela sustentação do comércio físico e digital.
Mesmo com o surgimento de novos métodos de pagamento como o PIX, por exemplo essas opções permanecem sólidas e muito utilizadas pela maioria dos brasileiros.
Muitos lojistas aceitam cartões desde o primeiro dia da empresa, porém poucos entendem o que acontece nos bastidores do sistema e como cada de um processo de pagamento etapa interfere em taxas, prazos, conciliações, aprovações, cancelamentos e riscos.
O nosso objetivo com este conteúdo é, justamente, revelar como funciona o mercado de cartões na prática, apresentando seus agentes, regras e fluxos operacionais que existe em cada pagamento. Continue lendo!
O que é o mercado de cartões?
O mercado de cartões forma um ecossistema sofisticado composto por empresas, tecnologias, instituições financeiras, reguladores e estruturas de segurança que garantem o funcionamento contínuo das transações com cartão no Brasil.
Ele abrange todas as modalidades utilizadas no dia a dia do consumidor, incluindo crédito, débito, pré-pago e carteiras digitais.
Cada compra realizada no seu estabelecimento ou e-commerce passa por um ciclo que envolve autorização, validação, processamento, liquidação e repasse ao lojista.
Trata-se de um dos sistemas financeiros mais organizados do país, sustentado por regras internacionais e padrões especializados que possibilitam a realização de milhões de operações por hora no varejo físico e online.
A existência de todo esse ecossistema impacta diretamente a atividade comercial. Afinal, é ele quem define prazos de recebimento, níveis de risco em operações, custos por transação e, por fim, a qualidade da experiência do cliente.
Portanto, a complexidade desse ambiente exige um nível de conhecimento profundo para que o empreendedor consiga fazer boas escolhas e manter o equilíbrio entre segurança, custos e eficiência.
Quais são os agentes que compõem o mercado de cartões?
A estrutura do mercado de cartões funciona como uma engrenagem. Cada agente exerce uma função específica que influencia a jornada de pagamento, o índice de aprovação e as taxas cobradas do lojista.
Nos próximos tópicos, vamos apresentar cada um desses agentes e explicar, em detalhes, quais as funções deles dentro das operações com cartões. Continue lendo!
Bandeiras
As bandeiras já são conhecidas da maioria das pessoas. Os exemplos mais comuns incluem o Visa, Mastercard, Elo e American Express. Elas estabelecem as regras que organizam o uso dos cartões em nível global.
Essas bandeiras não realizam transações, em si. Tão pouco, emprestam dinheiro ao cliente. O papel central delas é criar padrões operacionais, homologar tecnologias, validar terminais e manter a compatibilidade entre emissores, adquirentes e processadoras.
A bandeira do cartão também define diretrizes de segurança e estabelece quais requisitos devem ser cumpridos para que um pagamento seja reconhecido e autorizado.
Toda transação usa o conjunto de regras estabelecido pela própria bandeira como referência para a comunicação entre os demais agentes, que veremos nos próximos tópicos.
Bancos emissores
Os bancos emissores são as instituições responsáveis por oferecer cartões aos consumidores finais. Eles definem os limites e as políticas de crédito, os critérios de disponibilidade e os níveis de risco individuais do consumidor que solicita o cartão.
Além disso, a importantíssima função de análise antifraude também é feita pelo banco emissor, que verifica informações, comportamento e histórico do titular para decidir se aprova ou recusa uma compra em milésimos de segundo.
Cada emissor possui algoritmos próprios, variáveis internas e tolerâncias distintas, o que explica por que uma transação pode ser aprovada em um banco e recusada em outro.
A experiência do cliente e o índice de conversão do e-commerce dependem dessa etapa.
Adquirentes
Em seguida, nós temos os adquirentes. Alguns exemplos que podemos mencionar são: Cielo, Rede, Stone e Getnet.
Esses participantes têm a função de capturar e processar as transações de cartão realizadas em maquininhas e lojas virtuais.
Na prática elas recebem os dados enviados pelo terminal ou pelo checkout, interpretam a operação, aplicam regras de segurança e enviam a mensagem ao emissor por meio da bandeira.
Toda comunicação técnica acontece por meio dos canais da adquirente, que também define prazos de pagamento, planos de parcelamento, taxas de antecipação e custos operacionais.
Por fim, nós podemos concluir afirmando que os adquirentes são o principal ponto de contato entre o lojista e o mercado de cartões.
Subadquirentes
Os subadquirentes têm a função de facilitar o acesso de pequenos e médios vendedores — que ainda não têm recursos suficientes para contratar um Adquirente — ao mercado de cartões.
Empresas como PagSeguro, Mercado Pago, Yapay e Pagar.me funcionam como intermediárias que centralizam captura, processamento e liquidação em uma estrutura simplificada.
Elas oferecem soluções prontas, reduzindo burocracias e eliminando negociações diretas com adquirentes.
A operação costuma ser mais flexível e intuitiva, embora cada subadquirente utilize uma adquirente tradicional por trás do seu próprio fluxo.
Apesar de ser uma proposta interessante para empresas que estão começando, os subadquirentes podem impor algumas limitações.
Primeiro, toda a operação com cartões precisa estar sujeita às regras da empresa intermediária.
Com isso, o lojista perde em termos de previsibilidade, transparência e poder de negociação.
Além disso, a liquidação dos pagamentos também tende a ser menos flexível, já que o subadquirente define prazos próprios e repassa o dinheiro seguindo cronogramas internos.
Enfim, o uso de subadquirentes é muito interessante para quem ainda está começando no mercado de vendas online.
Mas, assim que o negócio ganhar tração, você precisará de opções mais robustas e personalizáveis, utilizando alguma das opções de Adquirentes que existem no mercado.
Gateways de pagamento
Os gateways de pagamento atuam como pontes tecnológicas entre o e-commerce e as adquirentes.
Eles recebem os dados do checkout, realizam validações, enviam a operação para diferentes adquirentes e retornam a resposta ao lojista.
Essa funcionalidade é recomendada para empresas que precisam de flexibilidade, múltiplas integrações e uma gestão mais sofisticada das transações.
O gateway também contribui para a estabilidade do sistema, já que permite alternâncias de rota quando uma adquirente apresenta instabilidade.
Processadoras e soluções antifraude
As processadoras são responsáveis por cuidar da infraestrutura técnica necessária para que as operações funcionem com alto desempenho.
Elas gerenciam elementos como a tokenização, criptografia, roteamento e outras inúmeras etapas invisíveis ao lojista.
Por outro lado, as soluções antifraude analisam dados do consumidor, tais como: comportamento, score, geolocalização, padrão de compra e centenas de sinais.
Tudo isso com um único objetivo, reduzir tentativas de golpe no e-commerce.
Essa etapa é determinante para preservar o lojista contra problemas comuns no mercado digital, tais como os chargebacks, bem como para melhorar a qualidade das autorizações e minimizar os riscos em cada compra.
Bancos liquidantes
Os bancos liquidantes são os responsáveis pela compensação financeira entre emissores, adquirentes e bandeiras.
Eles garantem que o dinheiro saia corretamente do banco emissor e chegue até o adquirente que, enfim, repassa ao lojista.
A liquidação dos valores das vendas ocorre em ciclos definidos pelos participantes do mercado de cartões, seguindo sempre as regras gerais estabelecidas pelo Banco Central, assegurando estabilidade e rastreabilidade.
Banco Central do Brasil (BCB)
Por fim, no centro de todos esses participantes, nós temos o Banco Central, responsável por supervisionar e regular o mercado de cartões.
Ele estabelece normas, fiscaliza o cumprimento das regras e promove transparência no relacionamento entre todos os envolvidos.
Seu papel confere segurança ao sistema, incentiva competitividade e garante que o setor evolua ordenadamente.
Como funciona uma transação no mercado de cartões?
Agora que você conheceu cada participante do mercado de cartões, mostraremos como cada um deles atua em um processo de venda.
O ciclo de uma compra começa no instante em que o cliente insere o cartão no terminal, aproxima o dispositivo ou digita os dados no checkout.
A adquirente (ou subadquirente, caso você utilize esse intermediário) recebe a operação e envia as informações para a bandeira dentro de protocolos específicos.
A bandeira, por sua vez, redireciona a solicitação ao banco emissor, que verifica limite, risco, identidade, comportamento e histórico do titular.
A autorização ou a recusa retorna à bandeira, volta para a adquirente e aparece para o lojista em menos de um segundo.
A etapa seguinte é a liquidação, que ocorre nos dias acordados contratualmente com a adquirente.
O valor é então repassado ao lojista no prazo de crédito, débito ou pré-pago. O fluxo completo é altamente técnico e depende da integração perfeita entre todos os agentes.
Além disso, diversos fatores influenciam o resultado e a velocidade da operação, como horário, política do emissor, nível de segurança, bandeira, qualidade da conexão e configuração do antifraude.
Crédito, débito e pré-pago: como cada modalidade funciona?
Cada modalidade de cartão tem diferenças importantes que afetam custos, riscos e comportamentos de compra. Vamos conhecer os tipos existentes no mercado e como eles funcionam. Confira!
Cartão de crédito
O cartão de crédito opera com limite pré-aprovado e ciclo de cobrança mensal.
As compras podem ser parceladas e o valor é cobrado posteriormente da fatura.
O cartão de crédito convencional é uma das melhores alternativas para oferecer parcelamento em uma loja online, uma vez que você não precisa lidar com o risco de inadimplência.
Além dessa facilidade, essa modalidade domina o e-commerce brasileiro porque oferece flexibilidade ao cliente e segurança para o lojista.
Por outro lado, ela também envolve taxas mais elevadas, maior necessidade de sistemas antifraude e dependência de análise de crédito por parte do emissor.
Cartão de débito
O cartão de débito efetua a cobrança imediata no saldo da conta do cliente. Essa operação apresenta riscos menores que o cartão de crédito, além de ter taxas menores.
Em ambientes online, essa modalidade costuma exigir uma autenticação adicional, como 3D Secure, para confirmar identidade e evitar fraudes.
A aprovação depende da disponibilidade de saldo e do funcionamento do emissor no momento da compra.
Cartão pré-pago
O cartão pré-pago funciona com saldo carregado previamente, sem vínculo direto com conta bancária.
Usuários jovens, pessoas sem conta tradicional e compradores que desejam controle rígido de gastos utilizam esse formato com frequência.
A modalidade oferece segurança adicional porque limita perdas e reduz exposição financeira.
Suas restrições aparecem no volume de compras e na aceitação em determinados estabelecimentos, além de depender de recargas periódicas.
Cartão de crédito com garantia
Dentro da modalidade dos cartões pré-pagos têm surgido um tipo que utiliza um investimento bancário como garantia do crédito.
Em vez de apenas carregar o saldo do cartão, o cliente adquire um ativo bancário específico e todo valor investido é revertido como limite de crédito.
Assim, o cliente pode utilizar o cartão, parcelar suas compras e pagar a fatura. Enquanto isso, o montante investido vai crescendo, uma vez que é aplicada uma taxa de juros remuneratório sobre o valor alocado.
Caso o cliente não faça o pagamento da fatura, o montante investido é utilizado para quitar o saldo devedor.
Como o mercado de cartões impacta o e-commerce brasileiro?
O mercado de cartões influencia diretamente em questões importantes no e-commerce, tais como: custos, aprovações, segurança e a saúde financeira da operação digital.
Por isso, é importante conhecer a fundo todos os elementos do mercado de cartões que impacta uma empresa que atua no e-commerce brasileiro. Então, confira os próximos tópicos!
Taxas e custos
Taxas e custos fazem parte do cotidiano de qualquer operação que trabalha com cartão e influenciam diretamente a rentabilidade do e-commerce. Basicamente, nós temos o MDR, a taxa por transação e antecipação.
O MDR corresponde ao percentual descontado de cada venda, destinado a remunerar a bandeira, o emissor e o adquirente.
A taxa por transação funciona como um valor fixo aplicado em cada operação, independentemente do resultado da autorização.
Por fim, a antecipação altera o fluxo financeiro porque antecipa o repasse das vendas, encurtando o prazo de recebimento e aumentando o custo total do processamento.
Afinal, existe a cobrança de uma taxa para receber o valor das compras antecipadamente.
Risco de fraude e chargeback
Infelizmente, as fraudes ainda são um problema constante nos e-commerces que operam com cartões. Isso porque, o ambiente digital não permite a verificação presencial do titular.
Problemas como dados roubados, padrões suspeitos e operações atípicas pressionam o lojista a investir em sistemas antifraude robustos e, consequentemente, de valor elevado que pode comprometer a gestão financeira da empresa.
Entre os problemas mais comuns está o chargeback, que é a contestação da compra pelo consumidor.
Além do potencial de gerar perdas financeiras, esse problema acarreta custos indiretos, retrabalhos e pode prejudicar o relacionamento com o cliente.
Taxa de aprovação
A taxa de aprovação é outro ponto que merece atenção quando o assunto é compras com cartões no e-commerce. Esse processo sofre influência de vários fatores, entre eles:
- tempo de espera do emissor e da bandeira;
- horário de processamento da compra;
- dispositivo utilizado pelo cliente;
- qualidade da conexão e;
- critérios do antifraude e do score do titular.
Como se esses fatores já não fossem suficientes para interferir nas compras, pequenas falhas no checkout também podem diminuir conversões.
Portanto, o lojista deve preparar o seu site para reduzir ao máximo qualquer possibilidade de intercorrência durante a compra.
Conciliação financeira
A conciliação financeira evita divergências entre vendas, recebimentos, cancelamentos e estornos. Lojistas que ignoram essa etapa correm risco de perder valores por inconsistências operacionais, falhas de comunicação, taxas imprevistas ou liquidações incorretas.
Portanto, investir na implementação de sistemas de conciliação permite identificar e corrigir problemas rapidamente, antes mesmo que eles gerem prejuízos às finanças e, principalmente, à imagem do e-commerce.
Como escolher a melhor solução de pagamento para sua loja?
A escolha da solução ideal exige análise cuidadosa de custos, tecnologia e suporte operacional.
Primeiro, a avaliação das taxas deve considerar questões como MDR, antecipação, mensalidade, tarifas adicionais, cobrança por transação, custos de estorno, oferta de parcelamento e prazos de recebimento.
Comparações feitas somente pela taxa principal, geralmente, escondem custos indiretos que prejudicam a rentabilidade.
O suporte ao lojista também é um ponto que deve ser avaliado. Atendimentos lentos prejudicam o funcionamento da loja, principalmente em períodos de maior demanda, como Black Friday e Natal.
Portanto, escolher participantes que ofereçam boa estabilidade técnica, clareza nas informações e acompanhamento constante são elementos fundamentais.
A integração com e-commerce também deve ser avaliada.
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Por fim, critérios de segurança e antifraude completam a escolha da solução de cartões. Um sistema capaz de equilibrar aprovação e proteção reduz riscos de chargeback sem prejudicar as vendas legítimas.
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