A Copa do Mundo é muito mais do que um evento esportivo.
Trata-se de um dos maiores impulsionadores de consumo no varejo brasileiro, capaz de transformar o comportamento do consumidor e movimentar diferentes categorias em um curto período.
Durante o torneio, as decisões de compra mudam. O cliente passa a buscar experiências, se planeja para assistir aos jogos e aumenta o consumo em diversas frentes.
Por isso, não se trata apenas de uma oportunidade, mas de um momento que exige preparo.
O lojista que se antecipa consegue aproveitar melhor o aumento da demanda, enquanto quem reage tarde tende a disputar espaço em um cenário mais competitivo.
Quando é a copa em 2026?
A Copa do Mundo de 2026 será realizada entre 11 de junho e 19 de julho de 2026 e marca uma edição histórica do torneio.
Pela primeira vez, a competição será sediada por três países ao mesmo tempo: Estados Unidos, México e Canadá, o que amplia a escala do evento e aumenta ainda mais sua relevância global.
Além disso, o formato também muda.
A Copa contará com 48 seleções, em vez das 32 tradicionais, o que significa mais jogos, maior duração do torneio e mais tempo de exposição para marcas, produtos e consumo ao longo do período.
Na prática, isso cria um cenário mais favorável para o varejo.
O evento passa a funcionar como um pico de vendas isolado, permitindo planejamento antecipado, campanhas mais longas e melhor aproveitamento do comportamento do consumidor durante o período.
Para lojistas, isso significa uma oportunidade clara de estruturar ações com mais estratégia e explorar o potencial do evento de forma mais completa.
Mas como foram as vendas da copa no passado? Entenda.
Retrospectiva: o saldo de 2022
A edição de 2022 trouxe um cenário atípico. Realizada entre novembro e dezembro, a Copa coincidiu com a Black Friday, uma das datas mais relevantes do calendário comercial.
Segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o evento movimentou cerca de R$ 1,48 bilhão no varejo e serviços.
Ao mesmo tempo, a Black Friday gerou aproximadamente R$ 4,2 bilhões em vendas, ampliando a disputa pela atenção e pelo orçamento do consumidor.
Esse cenário criou uma dinâmica de “tudo ou nada” para o varejo.
Embora a demanda estivesse alta, muitos consumidores precisaram dividir seus gastos entre duas grandes datas, o que limitou o potencial máximo da Copa.
E como estão as projeções para este ano?
Projeção: o que esperar para 2026
A Copa do Mundo FIFA 2026 marca o retorno ao calendário tradicional, com jogos programados entre junho e julho.
Para o varejista, essa mudança representa uma oportunidade estratégica relevante.
Sem a concorrência direta com a Black Friday, como ocorreu em 2022, o evento volta a funcionar como um pico de vendas isolado.
Isso permite um planejamento mais estruturado, campanhas mais longas e, principalmente, um melhor aproveitamento do comportamento do consumidor ao longo de todo o período.
Os dados já projetam um cenário otimista: segundo a Scanntech, espera-se um aumento de 4,7% no faturamento total durante a Copa. Mas o que realmente chama a atenção é o comportamento imediato.
Nas duas horas que antecedem os jogos da Seleção Brasileira, o volume de vendas pode crescer até 70%. O torcedor não apenas assiste; ele se organiza, reúne amigos e familiares, e investe na experiência de consumo.
Esse padrão beneficia diretamente categorias de consumo imediato, sendo um momento de ouro para o varejo alimentar e atacarejo.
“Minha experiência acompanhando o varejo em grandes eventos mostra que o sucesso não está apenas no estoque cheio, mas na agilidade da operação. A Copa do Mundo é um evento de picos intensos e rápidos. Se a sua loja não estiver preparada para o “efeito pré-jogo”, você perde a venda para o concorrente que facilitou a jornada do cliente.”
Daniele Tributino, Especialista em SEO e Conteúdo
Produtos como bebidas, snacks e itens para preparo de alimentos ganham destaque e apresentam crescimento expressivo. Entre os principais aumentos projetados estão:
- Churrasqueiras e acessórios: +227,5%
- Pipoca de micro-ondas: +119,9%
- Air fryers: +112,4%
- Amendoim salgado: +86,2%
- Cervejas de baixa caloria: +86%
- Espumantes: +79,4%
- Whisky: +44,1%
- Refrigerantes zero: +42%
- Cerveja e chope: +28,7%
- Cerveja zero álcool: +27%
Esses dados mostram que o impacto da Copa vai muito além de camisetas e itens festivos.
Na prática, o evento movimenta diferentes categorias e abre espaço para estratégias mais amplas, que exploram tanto o consumo por impulso quanto o aumento do ticket médio.
Como se preparar para vender mais na Copa?
A Copa do Mundo não é só um pico de demanda, é um período que exige preparação. Quem se antecipa consegue aproveitar melhor o aumento do consumo.
Quem reage em cima da hora acaba competindo com menos margem e menos eficiência.
A preparação começa antes do primeiro jogo.
Planeje com antecedência
O primeiro passo é estruturar o plano.
Defina quais produtos fazem sentido para o período, analise o histórico de vendas e entenda o comportamento do seu público. A Copa tem padrões claros de consumo, e quem usa esses dados sai na frente.
Também é o momento de negociar com fornecedores, garantir estoque e evitar rupturas durante o pico de vendas.
Escolha os produtos certos
Não se limite ao óbvio.
Itens como camisetas e bandeiras vendem, mas não são os únicos. Produtos ligados à experiência, como eletrônicos, alimentos, bebidas, itens de lazer e kits para reunir pessoas, costumam ter alto giro.
O segredo está em entender como o cliente consome durante a Copa, não apenas o que ele compra.
Organize sua operação
Com mais vendas, a operação precisa acompanhar.
Garanta que o site esteja rápido, o checkout funcione sem falhas e o processo de pagamento seja simples. Quanto mais fácil for comprar, maior a conversão.
Além disso, alinhe logística e prazos de entrega. A experiência de compra influencia diretamente a recompra.
Prepare suas campanhas
A comunicação precisa começar antes.
Crie campanhas de aquecimento, divulgue produtos e comece a gerar interesse. Durante a Copa, trabalhe ações mais rápidas, aproveitando datas de jogos e momentos de maior demanda.
A consistência das campanhas é o que mantém o fluxo de vendas.
Use estratégias para aumentar o ticket médio
Aproveite o momento para vender mais em cada pedido.
Aplicar cross-selling e upselling ajuda a aumentar o valor da compra sem precisar de mais clientes. Kits, combos e ofertas complementares funcionam muito bem nesse período.
Estruture o pós-venda
O trabalho não termina na venda.
A Copa traz muitos clientes novos, e esse é um dos maiores ativos do período. Criar estratégias para manter o relacionamento e incentivar novas compras é o que transforma um pico de vendas em crescimento contínuo.
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