No dinâmico mercado de tecnologia, a obsolescência costuma ser o maior temor dos empreendedores. No entanto, para Wagner Casagrande, fundador da Concórdia, o risco real nunca foi o produto ficar defasado, mas sim a operação não ser capaz de sustentar a própria ambição.
A trajetória da Concórdia é um exemplo real de resiliência: Wagner começou gravando CDs para pagar a faculdade e transformou esse esforço em uma fábrica própria de tecnologia. No início, o e-commerce cresceu revendendo grandes marcas globais, como a Dell, mas a empresa decidiu dar um passo além.
Hoje, a produção própria de itens como computadores, notebooks e monitores já é o coração do negócio, representando a maior parte das vendas. O maior símbolo desse sucesso são os 100 mil monitores de fabricação própria vendidos no último ano, consolidando a Concórdia como uma força do hardware nacional.

Página Inicial do site Concórdia
Os erros que moldaram a operação digital da Concórdia
Antes da consolidação com a Tray, a Concórdia enfrentava um cenário de fragmentação tecnológica.
“Eu digo que quebrei vários e-commerces até aprender a fazer direito” – Wagner Casagrande
O problema não era a falta de demanda ou a qualidade dos produtos, pois a marca já possuía forte relevância regional no Sul do país.
Na visão do Wagner, era a falta de uma base tecnológica sólida. Ele percebeu que a empresa sofria com uma falha estrutural comum em negócios que tentam crescer: o excesso de soluções improvisadas que, em vez de ajudar, acabavam travando a escala da operação.
Essa síndrome se manifestava em três pilares fatais:
- Dependência de opiniões externas: sem o domínio real da ferramenta, a estratégia da empresa ficava refém de fornecedores que entregavam soluções engessadas e de difícil manutenção.
- Sistemas instáveis: no setor de tecnologia, a confiança é a moeda principal. Sistemas que caíam em picos de demanda ou apresentavam bugs em integrações de pagamento eram fatais para a margem de lucro e para a reputação da marca.
- Falta de mentalidade omnichannel: o e-commerce era visto apenas como um “apêndice” da loja física, e não como uma unidade de negócio com potencial de alcance nacional.
A ruptura definitiva ocorreu quando Wagner compreendeu que, para escalar, ele precisava de autonomia. Isso significava buscar conhecimento profundo em meios de pagamento, conversão e logística, aliado a uma plataforma que servisse como o “porto seguro” dessa estratégia.
A força da integração: encontrando tudo em um só lugar
A transição para a Tray não foi uma decisão baseada apenas em funcionalidades, mas em alinhamento de maturidade. Com mais de 20 anos de mercado (coincidindo com a idade da própria Concórdia), a Tray entregou a previsibilidade que uma indústria de hardware exige.
“É muito bom encontrar tudo em um único lugar , um grande ponto positivo da Tray é que tu consegue encontrar várias funcionalidades sem precisar amarrar várias outras funcionalidades” – Wagner Casagrande

Foto Concórdia
Para um projeto de Marca Própria que envolve a fabricação de All-in-Ones, Mini PCs, Notebooks e Monitores, a vitrine digital precisa suportar não apenas o volume de vendas, mas a complexidade técnica do branding industrial.
Wagner destaca que o grande diferencial foi encontrar a “Infraestrutura de Segurança” necessária para o seu ecossistema.
O fim dos conflitos
Diferente das experiências anteriores, onde cada nova funcionalidade parecia um “puxadinho” técnico, na Tray a Concórdia encontrou um ecossistema coeso.
“Eu sempre disse que nunca produziria algo que não pudesse usar, esse é um bordão que uso muito” – Wagner Casagrande
Essa centralização eliminou o retrabalho e permitiu que o time focasse na estratégia de venda, não na correção de bugs.
A autonomia permitiu que o perfil corporativo da Concórdia operasse com agilidade. Em um cenário onde a burocracia é inimiga da execução, a plataforma deu liberdade para o time ajustar estratégias de conversão e logística em tempo real, transformando a tecnologia de um obstáculo em uma ferramenta de gestão estratégica.
Domínio nacional e inversão de receita
A transformação da Concórdia sob a base tecnológica da Tray é mensurável e incontestável. Os números refletem uma operação que aprendeu a usar a tecnologia para dominar o mercado:
- Domínio de Mercado: a marca atingiu o patamar de mais de 100.000 monitores de fabricação própria vendidos no Brasil em um único ano.
- Independência de Fornecedores: houve uma inversão crucial na receita. Hoje, a marca própria representa 60% da operação, provando que a Concórdia deixou de ser apenas uma revendedora para se tornar sua própria fornecedora.
- Expansão Logística Real: o que antes era uma operação regional no Sul, tornou-se nacional. Com a infraestrutura de integração da Tray, a Concórdia equilibrou suas vendas: hoje, 42% do faturamento vem do Sudeste e 43% do Sul.
- Resiliência em Crises: Wagner relembra o desafio de 2020, quando a demanda por hardware explodiu. Por estar dentro do ecossistema Tray, a empresa conseguiu entregar soluções rápidas e manter a estabilidade enquanto o mercado enfrentava rupturas.
A harmonia operacional
Para além das métricas de faturamento, o sucesso da parceria com a Tray trouxe algo raro para fundadores de indústrias: tempo e equilíbrio pessoal.
“Estamos em um momento muito feliz para empresa, pois estamos com olhares audaciosos” – Wagner Casagrande
A certeza de utilizar um ecossistema tecnológico solidificado permitiu que o fundador se afastasse do “microgerenciamento de sistemas” para focar na engenharia dos produtos e na cultura da empresa.
A palavra “Concórdia”, que significa harmonia, finalmente passou a descrever o fluxo de trabalho da companhia.

Empresa Concórdia em Palhoça (SC)
“Existem vários players no nosso segmentos de tecnologia tu vai pegar grandes marcas Nós ainda somos uma marca pequena, mas aos poucos vamos finalizando nossos clientes” – Wagner Casagrande
Uma longa história ainda está por vir…
A parceria da Concórdia com a Tray prova que uma loja online bem-sucedida não é sobre velocidade momentânea, mas sobre constância e infraestrutura.
Ao escolher uma plataforma que cresce junto, a Concórdia parou de recomeçar do zero a cada novo pico de vendas e passou a construir um legado.
Wagner, estar em um ecossistema que ouve o lojista e discute o próximo nível de expansão é o que diferencia um fornecedor de um verdadeiro parceiro tecnológico.
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