Em Formiga, no interior de Minas Gerais, o som do martelo contra o cobre é mais do que barulho, é ritmo de produção. Foi ali que o casal Geisa e Bruno, viram a oportunidade de transformar o trabalho artesanal do sogro em um negócio digital.
Mas, como toda jornada de escala, o crescimento trouxe um desafio que o talento manual não conseguia resolver: o abismo da tecnologia obsoleta.
O nascimento na “trincheira”
Diferente de marcas que nascem com grandes aportes, o Artesanato em Cobre nasceu da necessidade e da criatividade. Sem capital inicial para estoque, Geisa e Bruno aplicaram o conhecimento técnico da faculdade para criar uma vitrine online para os produtos artesanais que o sogro fazia.
O começo foi silencioso: quatro meses até a primeira venda. No entanto, a convicção no produto era real. Geisa percebeu cedo que o cobre puro era um nicho inexplorado fora de Minas e decidiu educar o mercado através de conteúdo e parcerias estratégicas.
“Eu dei 4 cheques para construir meu primeiro site e demorou 4 meses para cair a primeira venda. Ali foi o primeiro teste para saber se realmente íamos até o fim com esse propósito” – Geisa Alves
Da Absolut à Netflix
Com 10 meses decidiram sair do trabalho para se dedicar a loja e o reconhecimento veio em forma de um telefonema inesperado: a Absolut Elyx queria propagar o drink Moscow Mule no Brasil e precisava de canecas de cobre autênticas.
Esse foi o primeiro grande salto de validação, que abriu portas para parcerias com Netflix, MasterChef, Globo, Red Bull e outras grandes marcas do mercado.
A demanda explodiu. O que era um projeto doméstico exigiu a montagem de uma fábrica própria em 2017. A marca já não era apenas uma loja; era uma autoridade nacional em coquetelaria e decoração.

A crise da tecnologia: o obstáculo dos 0,4%
Em 2021, o sucesso enfrentou uma barreira invisível. Mesmo com tráfego e desejo de marca, as vendas não aconteciam. A plataforma anterior, limitada e instável, não acompanhava o novo comportamento do consumidor.
A taxa de conversão, que já havia sido saudável, desmoronou para 0,4%. Para uma operação com fábrica própria e equipe, esse número era insustentável.
“As tecnologias que tínhamos começaram a ficar obsoletas, não conseguiam acompanhar… E o Artesanato em Cobre foi ficando pra trás. Foi quando comecei a falar com a Tray, eu já conhecia a plataforma e já indicava antes mesmo de realizar a migração” – Geisa Alves
Tray: a plataforma para nunca mais precisar de outra
Em julho de 2022, Geisa decidiu que era hora de migrar para uma infraestrutura que aguentasse o tamanho do seu sonho. A escolha pela Tray foi estratégica: ela buscava autonomia para trabalhar CRO (otimização de conversão) e estabilidade para suportar picos de acesso sem sustos.
“Lembro o dia certinho da reinauguração da loja: 07/07/2022. Naquela época estávamos com uma taxa de conversão de vendas de 0,4%. Dentro de apenas um mês na Tray, já estávamos com 1% de taxa” – Geisa Alves
A transformação foi imediata e mensurável:
- Conversão: no primeiro mês pós-migração, a taxa subiu para 1%. Hoje, mantém-se estável acima de 4%, com picos de 15% na Black Friday.
- Escala: a marca multiplicou seu faturamento por 12 vezes até 2025.
- Centralização: com mais de 13 canais de venda integrados, 75% do faturamento agora é centralizado direto na loja virtual, reduzindo a dependência.

Página Inicial do site Artesanato Em Cobre
A mudança não foi apenas estética. Foi a transição para uma gestão baseada em dados. A facilidade na leitura de relatórios e a estabilidade do sistema permitiram que Geisa olhasse para o que realmente precisava para uma experiência do cliente completa, algo que as plataformas anteriores não permitiam.
2025: a ano das “vacas gordas”
Com a casa organizada e a tecnologia trabalhando a favor do negócio, o Artesanato em Cobre entrou em uma fase de escala sem precedentes.
A marca tornou-se onipresente, ocupando entre 13 e 14 canais de venda simultâneos, desde marketplaces até campanhas de marketing via WhatsApp.
Embora defenda a multicanalidade — “quando a maré sobe, todos os barcos sobem juntos“- Geisa — o casal sabe onde está o lucro real: 75% do seu faturamento hoje vem do site próprio.
O futuro é artesanal (e escalável)
Hoje, Geisa não se preocupa mais se a tecnologia vai suportar o próximo passo. Com uma base sólida, o foco voltou para a essência: a produção.
A marca não é apenas uma loja de decoração; é um símbolo de como a tradição mineira pode dominar o país quando aliada à tecnologia que entende o jogo do e-commerce profissional.
Os planos incluem expandir a fabricação e até considerar a importação de matéria-prima para novos portfólios.
A jornada do Artesanato em Cobre prova que, quando a tradição encontra a tecnologia certa, o crescimento não é apenas possível, ele é inevitável.
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